O governador Eduardo Leite participou, na noite desta quinta-feira, de uma reunião com chefes dos poderes Legislativo e Judiciário, para discutir as Leis de Diretrizes Orçamentárias de 2021 e as ações de enfrentamento à Covid-19, e o impacto financeiro como consequência da pandemia. O governador destacou que a crise atual não é do Executivo, mas sim do Estado, e que deve ser compartilhada entre os poderes.
Participaram também lideranças de órgãos estaduais, como Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Contas. Além da elaboração da LDO de 2021, também foi debatido o repasse dos duodécimos. Os secretários Marco Aurélio Cardoso, da Fazenda, e Leany Lemos, do Planejamento, Orçamento e Gestão, fizeram apresentações com dados, demonstrando a atual situação do Estado.
Em abril, a diminuição de receitas em termos nominais foi de R$ 455 milhões na comparação ao mesmo mês de 2019. Isso representa uma queda de R$ 689 milhões sobre a expectativa anterior. Para maio, o Governo do Estado projeta perda de arrecadação de ICMS de R$ 911 miçhões, com queda nominal de 31,1%. A projeção do governo em relação ao mesmo período de 2019 é de queda de R$ 1,5 bilhão.
Na visão do governador, não é adequado que o Executivo fique sozinho com as dificuldades. "Até porque quem paga o preço é a população, no momento em que o Estado não consegue prestar serviços públicos essenciais", explicou.
Ainda nesta quinta-feira, o Executivo encaminhou um ofício aos Poderes e aos órgãos com uma proposta que sugere, como parâmetro para a fixação das despesas para o exercício de 2021, as despesas efetivamente realizadas em 2019, corrigidas pela inflação projetada para 2020 e 2021, estimadas em 2,2% para 2020 e 3,4% para 2021, conforme projeção IPCA Boletim Focus publicado em de 24 de abril de 2020.