Política

Ligações asfálticas avançam com lentidão no Estado

Apesar de haver dinheiro para obras, 99 cidades não receberam melhorias nos acessos

O governo Tarso Genro (PT) deve terminar 2012 com números modestos a respeito do asfaltamento dos acessos municipais às 99 cidades gaúchas que ainda não têm essa comodidade. No governo Yeda Crusius (PSDB), 105 municípios estavam sem acesso asfáltico. Entre o final da gestão da tucana e hoje, foram inauguradas seis obras, que totalizam pouco mais de 70 quilômetros. Há mais dois acessos apontados pelo Daer como concluídos (entre Nova Candelária e Vila Ivagaci e entre Gramado dos Loureiros e a ERS 324). E outros seis concluídos parcialmente.

Apesar de o Executivo fazer projeções otimistas e de possuir recursos vultosos para as obras - mais de R$ 500 milhões obtidos em financiamentos -, na prática, o ritmo dos trabalhos, mesmo onde o governo aponta que eles estão em andamento, deixa a desejar. "A situação geral é um tanto lenta. Há lugares em que, se vier uma tartaruga, passa da máquina. Há problemas para dar andamento dentro do Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem). Em alguns casos, são aditivos que precisam ser aprovados. Em outros, parece que há questões ambientais. Praticamente tudo foi licitado com projeto básico. Então, às vezes, os trechos são orçados com valores meio baixos, para depois as empresas pegarem os aditivos", explica o prefeito de Boqueirão do Leão, João Davi Goergen (PT), que preside, na Federação das associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), a Comissão dos Municípios sem Asfalto.

Goergen diz que, no caso específico de Boqueirão do Leão, 12 dos 21 quilômetros da ligação com Sério, o município vizinho, estão concluídos, praticamente todos feitos no atual governo. O contrato é da época do governo Antônio Britto (então no PMDB). "Estamos satisfeitos, porque está andando, mas é lento", acrescentou. Há, no entanto, um problema adicional. A ligação de sete quilômetros entre Forquetinha e a BR 386 foi inaugurada neste ano, mas o trecho de 20 quilômetros entre Sério e Forquetinha, que completaria o acesso, é alvo de debates entre a empresa e o poder público, já que a ideia é, sob a justificativa de melhorar a qualidade, mudar o tipo do asfalto. Caso a alteração seja feita, aumentam os custos previstos inicialmente.

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