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A chefe de Estado alegou uma falta de sincronia entre o crescimento do número de profissionais, o número de leitos e equipamentos para cada unidade de saúde. "Estive todas as marchas dos prefeitos e notei que um problema comum em todos os estados era a saúde. Por isso, decidimos criar o programa Mais Médicos", disse neste sábado. "É um programa que pode fazer a diferença no curto prazo", acrescentou Dilma.
Dilma lembrou que no contato com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, descobriu que alguns lugares da Capital não contam com médicos, como por exemplo as vilas Tronco e Bom Jesus. "É um problema muito semelhante ao País inteiro. Existem cidades do Brasil na mesma situação e hoje nós temos 1,8 médicos por mil habitantes", explicou.
Dilma citou a situação na Argentina e no Uruguai, que contam com 3,2 e 3,7 profissionais por mil habitantes, respectivamente. "E menciono apenas os países vizinhos e não aqueles considerados desenvolvidos. O nosso índice é de 1,8, mas o que a gente pode perceber é que estes profissionais são distribuídos de forma desigual", afirmou.
De acordo com a presidente, o governo federal pensou na saúde no curtíssimo e no médio prazo. De acordo com Dilma, o terceiro nível do programa é a expansão dos equipamentos da rede básica de saúde. "Abrimos uma chamada para médicos brasileiros. A prioridade é para profissionais formados aqui, mas sabemos que existem muitos médicos que obtiveram diplomas em outros países", argumentou.
A presidente anunciou que profissionais deslocados para Norte e Nordeste terão ajuda de custo além dos R$ 10 mil mensais.Dilma também lembrou que serão criadas 11 mil vagas na graduação e 12 mil na residência médica.
Retroescavadeiras são entregues
Antes de sair em defesa do programa Mais Médicos, Dilma participou da entrega de 40 retroescadeiras para 40 cidades do Rio Grande do Sul. Durante o discurso, a presidente exaltou a importância dos equipamentos na manutenção das estradas vicinais. "Queremos aumentar a autonomia administrativa dos municípios. Imaginamos que isso irá interferir positivamente na realidade do País", afirmou.
A doação, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), faz parte da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e inclui motoniveladoras e um caminhão caçamba.
O maquinário é destinado à restauração e manutenção de estradas vicinais, que ligam o meio rural ao perímetro urbano. Serão investidos mais de R$ 6 milhões nas 40 retroescavadeiras, que vão beneficiar 135 mil pessoas, sendo mais de 25 mil agricultores familiares.
Dilma participou da entrega de 40 retroescadeiras para 40 cidades do Rio Grande do Sul / Foto: Ricardo Giusti