Essa foi a primeira placa do Projeto Marcas da Memória instalada na Capital. A partir de março, pelo menos outros 11 pontos devem receber um registro semelhante. Entre eles, está o Presídio Central e o prédio onde ficava o Dopinha, na rua Santo Antônio. “A intenção é formar uma cultura material, assinalando a paisagem urbana na cidade de Porto Alegre em locais que tenham sido pontos de tortura”, afirmou Krischke.
Não há registro de quantas pessoas tenham sido espancadas e mortas nesses locais. “Como eram dependências do Exército, nós não sabemos”, disse. Segundo o Krischke, cerca de 75% da população atual do Brasil não era nascida quando ocorreu o golpe militar. Por essa razão, os locais precisam ser identificados para que a história se perca.