Luciana Genro comentou também os seus 16 anos de vida política e afirmou que poderia continuar na sombra do pai, o governador eleito, Tarso Genro. "Eu tranquilamente agora poderia me conformar em ser a filha do governador e quem sabe usufruir das benesses do poder, que aliás eu já poderia ter usufruído como filha do ministro e, dessa forma, não mais me candidatar." Durante a entrevista, a parlamentar criticou o sistema de votação brasileiro, o qual chamou de perverso. "É perverso porque não é claro para as pessoas. Os eleitores acham que votam na pessoa quando na verdade estão votando na coligação ou no partido. Quem se elege no sistema, não quer mudar o sistema", alega.
O presidente regional do PSol, Roberto Robaina, que também participou do programa Esfera Pública, admitiu que a derrota eleitoral do PSol em outubro foi a não eleição de Luciana. Ambos lamentaram que a candidata tenha sido a segunda mais votada de Porto Alegre e ainda assim não tenha conseguido uma cadeira na Câmara Federal.
Ao ser questionada sobre o apoio do PSol no segundo turno, Luciana disse que o partido deve manter posição de neutralidade. Segundo ela, o povo e os trabalhadores serão penalizados igualmente com a eleição de José Serra (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT). Ela lembrou que os segurados do INSS estão indignados com o fator previdenciário. A deputada explicou que seu apoio ao senador Paulo Paim (PT) foi em função de posições ideológicas pela luta dele em defesa dos aposentados. Luciana aproveitou a entrevista para reiterar que o PSol tem que manter sua independência para se posicionar contra as iniciativas do governo ou oposição que surgirem contra os interesses do cidadão.