Como Tarso deve tentar à reeleição no Estado, Luciana afirmou que o PSol sugeriu que ela disputasse as eleições à Câmara pelo Estado de São Paulo. A ex-deputada afirma, entretanto, que não se sentiu confortável em representar um estado que não seja o seu. Para fugir do que chama de "limbo jurídico", buscará o assento da vice-presidência do país.
"Desde 2010, quando perdi a eleição para deputada federal, fiquei sem mandato no mesmo momento em que meu pai foi eleito governador. Isso acabou me colocando em um limbo jurídico. Então, embora eu tenha sido convidada a ser candidata pelo estado de São Paulo, onde passarei parte da semana devido ao mestrado que iniciarei na USP, não me sinto capaz de representar um estado que não é o meu", afirmou.
A ex-deputada é um crítica ferrenha da atual legislação eleitoral, apontando que nunca, antes da eleição do pai ao Piratini, necessitou do apoio de Tarso para se eleger. Nas eleições de 2012, Luciana tentou concorrer como candidata a vereadora da Capital, mas foi barrada pelo TSE. O entendimento é de que pode haver transferência de prestígio político devido ao grau de parentesco entre os dois.
Na disputa ao Piratini, ao invés de Pedro Ruas, como ocorreu em 2010, o preferido do PSOL desta vez é Roberto Robaina. Na oportunidade, Ruas ficou na quinta colocação, com 0,6% dos votos válidos, enquanto Tarso se elegeu com 54,3% dos votos no primeiro turno.