O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para esta quinta-feira uma reunião com a chamada tropa de choque de aliados políticos e economistas próximos. A intenção do encontro seria apaziguar mal-estar com o mercado financeiro e discutir medidas econômicas. As informações são do portal R7.
A equipe também tem a intenção de fortalecer Dario Durigan na missão de dialogar entre as promessas de campanha com investimentos sociais e as reivindicações da Faria Lima.
“A reunião foi chamada pelo presidente da República. Não tenho mais informações. A convocação não foi feita por aqui, mas é mais um esforço de dividirmos os cenários, os diagnósticos”, afirmou o ministro.
Durigan disse que levará propostas e ideias, em termos gerais, do que a equipe econômica está pensando em fazer nas próximas semanas.
Por enquanto, o presidente tem tentado evitar dar sinais que possam refletir negativamente e pesar ainda mais na queda da Bolsa e na alta do dólar e dos juros futuros.
Além de Durigan, entre os articuladores estão nomes como Fernando Haddad, Bruno Moretti (ministro do Planejamento) e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também devem auxiliar na missão de traçar os planos econômicos do novo mandato.
O objetivo é encontrar equilíbrio entre interesses do mercado e a manutenção das políticas sociais de Lula. A mudança da trajetória da dívida pública é ponto chave na discussão.
Por ora, a mensagem é a defesa de um ajuste fiscal gradual, na melhoria das contas públicas e no cumprimento dos compromissos de campanha, sem qualquer motivo que justifique um clima de medo ou alarme no mercado.
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A expectativa é que, no próximo domingo (8), Lula faça um pronunciamento para a nação, em cadeia nacional de rádio e televisão, para acalmar os ânimos do mercado e promover uma ideia de pacificação do país.
Lula deve falar que seguirá perseguindo as metas fiscais, ao mesmo tempo em que não deixará de cumprir promessas de campanha. No pronunciamento, o presidente dirá que terá responsabilidade fiscal ao longo de todo o quarto mandato.