O Brasil passou a ser visto como a "bola da vez" dos investidores estrangeiros, na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista após visita à vila olímpica da Mangueira, Lula justificou a adoção da alíquota de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital externo. O presidente observou que a medida "leva um tempo para amadurecer". Também defendeu a taxação do ponto de vista das contas externas, assim como a compra de dólares pelo Banco Central (BC), para buscar "o equilíbrio no câmbio".
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acumula este ano alta de 63%, impulsionada principalmente por investimentos estrangeiros. O presidente associou este fluxo excessivo de recursos ao risco de uma bolha. "Nós não queremos criar bolha no Brasil, como foi criada em país desenvolvido. Depois, quem fica com prejuízo é a classe mais pobre da população", falou o presidente.
Lula também ressaltou os problemas do dólar desvalorizado para as exportações. "A gente vai ter déficit na balança comercial e, portanto, pode ter déficit em conta corrente, o que não é bom para o País.
Lula defende cobrança do IOF sobre capital estrangeiro
Presidente observou que a medida deve levar um tempo para amadurecer