Política

Lula deve assinar decreto com novas regras do vale-refeição e vale-alimentação na próxima terça

Regulamentação do programa é aguardada pelo setor de alimentação

Presidente participará da oficialização do programa na semana que vem no Palácio do Planalto
Presidente participará da oficialização do programa na semana que vem no Palácio do Planalto Foto : Thiago Gomes / AFP / CP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá assinar na próxima terça-feira, 11, a regulamentação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A informação foi noticiada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A assinatura deverá ocorrer em cerimônia prevista para as 16h de terça-feira, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente.

A regulamentação do programa é aguardada pelo setor de alimentação, que realizou nos últimos meses uma série de reuniões com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Em setembro, o ministro Luiz Marinho disse que deverá entrar no texto um teto para a taxa de desconto (o chamado MDR, do inglês Merchant Discount Rate) e o encurtamento do tempo de repasse dos pagamentos para lojistas nas operações com vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR).

Ele afirmou que o impacto da regulamentação sobre a inflação de alimentos será residual. 'Vai favorecer especialmente o pequeno comércio, o pequeno restaurante. Zero impacto para o trabalhador.'

Estão envolvidas nas discussões a Associação Brasileira de Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), que representa as tiqueteiras tradicionais (Ticket, VR e Alelo, por exemplo); a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que representa estabelecimentos comerciais; a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que reúne as associações estaduais de supermercados; e a Câmara Brasileira de Benefícios ao Trabalhador (CBBT), que reúne empresas de tecnologia já atuantes no mercado (como Caju, Flash e Swile).

PAT

O PAT é um programa de adesão voluntária que prevê incentivos fiscais às empresas em troca da oferta de vale-alimentação e vale-refeição aos empregados. Em outubro de 2024, o Ministério do Trabalho vetou o uso do PAT em benefícios pagos aos empregados sem relação direta com a alimentação, como telemedicina e desconto na academia.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, o PAT atende atualmente mais de 21,5 milhões de trabalhadores brasileiros, dos quais aproximadamente 86% recebem até cinco salários mínimos.

Esses trabalhadores recebem o benefício por meio das cerca de 300 mil empresas beneficiárias inscritas no programa em todo o Brasil. O volume anual de negócios do mercado de benefícios no País está na casa dos R$ 150 bilhões.