Os médicos que tratam o ex-presidente constataram a presença "de infecção pulmonar de leve intensidade" e iniciaram a administração de antibióticos.
Em 17 de fevereiro, o ex-presidente concluiu as sessões de quimio e radioterapia e em um mês deveria fazer novos exames para verificar o progresso do tratamento contra o câncer, diagnosticado em outubro. O popular ex-presidente recebeu alta desde então para continuar com a recuperação em casa, em São Bernardo do Campo, a 20 quilômetros de São Paulo, onde recebia sessões de fisioterapia e tinha consultas com fonoaudiólogos.
No começo de fevereiro, o oncologista Artur Katz, integrante da equipe médica de Lula, havia informado à imprensa que uma tomografia mostrou que o tumor na laringe tinha desaparecido, embora tenha ressaltado que o diagnóstico de cura só poderia ser confirmado com uma endoscopia. Lula já tinha sido internado anteriormente com fadiga e perda de apetite, consequências do tratamento.
Na sexta-feira, ele recebeu a visita da presidente Dilma Rousseff, sua afilhada política, informou o Instituto Cidadania, fundado pelo ex-presidente, que divulgou uma foto dos dois juntos. Uma das últimas aparições de Lula foi em um vídeo exibido em 18 de fevereiro pelo instituto, no qual ele aparecia agradecendo à escola de samba Gaviões da Fiel pela homenagem feita a ele no carnaval de São Paulo. Convidado a participar do desfile, Lula não pôde comparecer por recomendação médica.