O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o seu partido deve decidir em julho se ele será de fato candidato à reeleição e que o momento conjuntural decide se ele disputará novamente o comando do Palácio do Planalto. As declarações ocorreram nesta terça-feira, 14, em entrevista aos sites Brasil 247, Diário do Centro do Mundo e Fórum.
“Não se trata de eu querer um quarto mandato. Nem sempre você quer o primeiro, quer o segundo, quer o terceiro. As circunstâncias políticas e o momento conjuntural que você vive decidem se você vai ser ou não (candidato)”, declarou. Lula continuou: “primeiro, porque nós temos um legado neste País, e eu tenho muito orgulho das coisas que nós fizemos em todos os nossos mandatos”.
- Pesquisa mostra como está disputa à presidência da República
- Haddad diz que avalia candidatura a governo de São Paulo
“Segundo, porque há um compromisso moral, ético, eu diria até cristão, de não permitir que um fascista volte a governar este País”. Na ocasião, Lula defendeu o regime democrático e mencionou a eleição de Tancredo Neves como uma experiência “bem-sucedida”, a de Fernando Collor de Mello como “desastre” e a de Fernando Henrique Cardoso como “sucesso”.
Lula disse que se sente bem fisicamente, de saúde e também politicamente para concorrer novamente. “Obviamente que, como eu sou um democrata, o partido vai ter uma convenção em junho, e o partido vai decidir se vai ser o Lula, se não vai ser o Lula, se vai ser outro”.
“A verdade é a seguinte, eu nunca estive com tanta energia para ser presidente da República como eu estou agora”, declarou. Lula acrescentou: “se você analisar o mercado e a Faria Lima, eles sempre vão querer outro candidato, porque eles não querem política de inclusão social”.
“Eles querem política para pagar a taxa de juros deles. E eles não sabem que eu quero fazer muito mais”.