Os promotores Cássio Conserino e José Carlos Blat detalharam em entrevista coletiva nesta quinta-feira as denúncias contra Lula pelo caso do tríplex. O ex-presidente e mais 15 pessoas, entre elas a mulher, Marisa Letícia, e o filho mais velho do casal, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foram enquadrados por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público de São Paulo denunciou Lula criminalmente nesta quarta-feira no caso do tríplex 164-A, no Condomínio Solaris, no Guarujá. A Promotoria sustenta que o petista cometeu crime de lavagem de dinheiro ao supostamente ocultar a propriedade do imóvel - oficialmente registrado em nome da empreiteira OAS.
Na coletiva, o promotor Cassio Conserino disse que o MP não trabalha preocupado com a repercussão política dos fatos. “O Ministério Público não trabalha com calendário político ou qualquer outro tipo de calendário. O nosso calendário é judicial. O Ministério Público está pautado em prazos legais e judiciais, pouco importando se este ou outro procedimento tenha qualquer tipo de repercussão política ou social”, afirmou.
Em 2006, quando se reelegeu presidente, Lula declarou à Justiça eleitoral possuir uma participação em cooperativa habitacional no valor de R$ 47 mil. A cooperativa é a Bancoop que, com graves problemas de caixa, repassou o empreendimento para a OAS. A Polícia Federal e a Procuradoria da República suspeitam que a empreiteira pagou propinas a agentes públicos em troca de contratos fraudados na Petrobras.
A reforma, contratada pela empreiteira OAS, alvo da Operação Lava Jato, custou R$ 777 mil, segundo o engenheiro Armando Dagre, sócio-administrador da Talento Construtora. Os trabalhos foram realizados entre abril e setembro de 2014.
Lula e família são denunciados por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro
Denúncia do MP ocorre pelo caso do tríplex no Guarujá