O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou-se otimista, nesta quarta-feira (24), de que após sua primeira reunião com o colega americano, Donald Trump, prevista para os próximos dias, "tudo ficará resolvido" na crise entre Brasil e Estados Unidos.
"Na hora em que a gente tiver o encontro, eu acho que tudo isso ficará resolvido, e o Brasil e os Estados Unidos voltarão a viver em harmonia", disse Lula, durante coletiva de imprensa na ONU, após participar da Assembleia Geral da organização.
Na terça-feira, 23, Trump anunciou ter combinado um encontro com Lula na próxima semana, em meio a uma crise diplomática e comercial desatada pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do republicano, por tentativa de golpe de Estado.
Lula afirmou querer que a reunião aconteça "o mais rápido possível" para "acabar com o mal-estar que existe hoje na relação entre Brasil e Estados Unidos". Ambos os líderes se encontraram na terça-feira na Assembleia Geral da ONU pela primeira vez.
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Na tribuna da ONU, Trump destacou uma "excelente química" durante esse breve encontro que durou "uns 39 segundos". Até agora, Trump vinha se mostrando implacável com o governo de Lula. Washington impôs em agosto tarifas punitivas sobre produtos brasileiros sob o argumento de que existe uma "caça às bruxas" contra Jair Bolsonaro, condenado neste mês a 27 anos de prisão por tentar se manter no poder após perder as eleições em 2022.
A Casa Branca sancionou ainda funcionários e autoridades brasileiros e suas famílias como represália pelo julgamento de Bolsonaro. Trump tem "informações equivocadas" sobre o Brasil, disse nesta quarta-feira Lula, defendendo mais uma vez a "soberania e a democracia" do país. "Isso não é discutível. nem com o presidente Trump, nem com nenhum presidente do mundo", acrescentou o petista.