O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta sexta-feira, 1º de agosto, que o governo trabalha para alcançar a marca de dois milhões de unidades contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV) até o final deste ano. O anúncio foi feito durante cerimônia de entrega de 1.876 moradias distribuídas entre cinco Estados.
Para Lula, é preciso acelerar contratações para que as entregas também se intensifiquem. "Temos trabalhado para conseguir contratar, até o final deste ano, dois milhões de unidades para entregar casas até terminar o nosso mandato. Porque a coisa mais extraordinária que toda mulher vive é uma casa. É como o pássaro que quer um ninho", disse.
Desde o início do atual governo, foram contratadas cerca de 1,6 milhão de moradias dentro do programa. A etapa de contratação representa o compromisso formal com a construção das unidades, mas ainda não envolve o início efetivo das obras. Por isso, as unidades anunciadas nos últimos meses ainda não têm prazos definidos para entrega.
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Lula cobra ministro por atraso
O presidente cobrou explicações da Caixa Econômica Federal e do ministro das Cidades, Jader Filho, sobre a demora na apresentação de proposta do desenho definitivo da faixa classe média do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Segundo Lula, o governo havia definido, em reunião realizada em junho, prazo de 30 dias para conclusão do plano, o que ainda não foi cumprido.
“A Caixa Econômica sabe que me deve uma explicação. O ministro das Cidades me deve uma explicação. Queremos apresentar o maior programa habitacional da história. Não só casa para os pobres, mas casa para a classe média”, disse Lula durante cerimônia de entrega de moradias. O programa é uma das apostas de Lula para as eleições de 2026.
Jader Filho, afirmou que o programa voltado para a classe média precisa ser lançado com um limite na taxa de juros, por parte do Banco Central. "Nós temos que buscar aí a classe média, que tem hoje dificuldade de alcançar financiamento devido à questão da taxa de juros estar muito elevada, e com isso está faltando recursos para financiamento para a classe média”, afirmou Jader.