Lula destacou a amizade pessoal com o ex-presidente argentino (2003-2007) e assinalou, em particular, que "em nenhum outro momento as relações entre a Argentina e o Brasil tiveram um dinamismo tão extraordinário como em nosso período".
"Kirchner morreu porque viveu muito a política", afirmou, recordando o ex-secretário-geral da Unasul diante de sua viúva, Cristina Kirchner, e dos chefes de Estado e de Governo de outros 20 países da comunidade ibero-americana reunida no Hotel Provincial de Mar del Plata.
"Kirchner conseguiu recuperar a estima do povo argentino", afirmou ainda Lula, acrescentando que a Argentina "pode ser medida antes de (o falecido líder, Juan) Perón e depois de Perón, e agora antes dos Kirchner e depois dos Kirchner".
Lula, que participa de sua última Cúpula Ibero-americana antes de deixar o poder em 1o. de janeiro, ressaltou o trabalho de Kirchner na chefia da União das Nações Sul-americanas (Unasul), cuja sucessão ficou pendente no encontro de Mar del Plata. Posteriormente, tomou a palavra o rei da Espanha, Juan Carlos, que expressou seu pesar pela morte do marido da atual presidente argentina, Cristina Kirchner.