Política

Lula ressalta soberania nacional e volta a criticar Trump: “age como se fosse o imperador do Planeta”

Durante reunião ministerial, presidente também ressaltou visita de Alckmin ao México

Na abertura da reunião ministerial, Lula e os ministros usaram bonés azuis com a frase 'O Brasil é dos brasileiros'.
Na abertura da reunião ministerial, Lula e os ministros usaram bonés azuis com a frase 'O Brasil é dos brasileiros'. Foto : Foto: Ricardo Stuckert / PR /CP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 26, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua agindo como um imperador e fazendo ameaças ao mundo inteiro. 'É uma coisa descabida', disse Lula no início da reunião ministerial que ocorre nesta terça-feira, 26.

Na fala inicial da reunião, aberta à imprensa, Lula comentou que, na segunda, 25, Trump ameaçou impor consequências a quem 'mexer' com as big techs. O presidente brasileiro afirmou que essas empresas são patrimônio dos Estados Unidos, mas não do Brasil.

'Para nós é patrimônio americano, mas não é nosso patrimônio. Nós temos um país soberano, nós temos uma Constituição, nós temos uma legislação. Quem quiser entrar nesses 8,5 milhões e meio de km2, no nosso espaço aéreo, marítimo, na nossa floresta, tem que prestar contas à nossa Constituição e à nossa legislação', disse Lula.

Diante da crise com o país norte-americano, após o Tarifaço dos EUA, o presidente também destacou a viagem do vice-presidente Geraldo Alckmin, para o México, com o objetivo de fomentar negócios e fortalecer parcerias comerciais entre os dois países. “Eu acredito que é uma viagem muito importante. Depois da taxação dos EUA, eu conversei com a Claudia (Sheinbaum) e falei que ia mandar o meu vice-presidente da República e alguns ministros, e empresários para que a gente possa descobrir o potencial de relação que tem entre México e Brasil. Será uma viagem de sucesso”, reforçou Lula.

Ele voltou a dizer que o governo brasileiro está 24 horas por dia disponível para negociar, sobretudo em pautas referentes à questão comercial. Ele ponderou, contudo, que o Brasil não está disposto a ser tratado como subalterno. 'Isso não aceitamos de ninguém. É importante saber que nosso compromisso é com o povo brasileiro', emendou.

Ao comentar os desafios no cenário internacional, Lula afirmou que a guerra entre Rússia e Ucrânia estaria próxima do fim, pois os presidentes de ambos os países já reconhecem os limites do conflito, assim como, segundo ele, Donald Trump. Ele acrescentou que a maior preocupação é com quem ficará responsável pela dívida da guerra, destacando que será necessária ajuda internacional para a reconstrução da Ucrânia.

Ele também comentou que há o desafio da continuidade do genocídio na faixa de Gaza, onde, segundo ele, todo dia 'mais gente morre'. Lula assegurou que vai continuar 'brigando' para que a governança mundial seja repensada e fortalecida.

Na abertura da reunião ministerial, Lula e os ministros usaram bonés azuis com a frase 'O Brasil é dos brasileiros'. O presidente afirmou que o encontro seria especial e mais curto, com poucos integrantes se pronunciando. Entre os que terão a palavra, segundo ele, estão o vice-presidente Geraldo Alckmin, além de Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (PT), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Secom).

Veja Também