Um grupo de médicos do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está internado após uma cirurgia, relatou que o estado de saúde do petista é estável. Segundo o médico Roberto Kalil, o político deverá voltar às atividades em Brasília na próxima semana.
"O presidente encontra-se estável e ficará em observação nos próximos dias. Ele teve um sangramento espontâneo. O cérebro está descomprimido e fizemos uma intervenção para que isso não ocorresse. Dessa forma, ele tem as funções neurológicas preservadas. O retorno dele depende da evolução. Se tudo correr bem, e está correndo, a previsão é de que ele esteja em Brasília para as suas atividades já na semana que vem”, explicou. Kalil.
Outro médico presente na coletiva desta terça-feira é Marcos Stavale, que explicou que o presidente está bem depois da cirurgia. "Ele não tem alteração de movimento. Ele está conversando e se alimentando. Fomos buscá-lo no aeroporto e estava tudo bem. O presidente estava consciente no avião”, colocou.
A médica Helena Germoglio corroborou a fala do colega sobre a lucidez de Lula. "Fomos buscá-lo no aeroporto e durante todo o percurso até ele esteve lúcido e conversando, da mesma forma em que se encontra agora”, acrescentou.
Stavale comentou que a cirurgia na cabeça pela qual o petista passou durou cerca de duas horas. De acordo com o médico, Lula teve um sangramento entre o cérebro e a membrana dura-máter. O sangramento, agora removido, havia comprimido o cérebro do petista, o que foi tratado no procedimento.
Stavale explicou ainda que Lula ficará com um dreno na cabeça de um a três dias. A ideia é fazer o escoamento da secreção após a intervenção. O médico assegurou que o presidente voltará a ter uma vida normal depois de receber alta.
Hematoma drenado
O neurologista Rogério Tuma afirmou que o hematoma do presidente Lula foi "completamente drenado". De acordo com ele, após o acidente doméstico que teve em outubro, o presidente já havia tido um primeiro sangramento e acabou tendo um segundo, o que é "comum principalmente em pessoas de idade mais avançada".
"O hematoma pode aparecer meses depois. Às vezes ocorre de as pessoas esquecerem da queda e, meses depois, se sentirem fracas. O que acontece é que sangramento comprime o cérebro", afirmou.
O médico Mauro Suzuki, que também participou da entrevista a jornalistas, disse que Lula poderá precisar de uma nova intervenção.