Política

Lula: tive “ótima reunião” com Trump e equipes se reunirão imediatamente para resolver tarifas

Encontro neste domingo durou cerca de uma hora

Reunião discutiu a agenda comercial e econômica entre os países
Reunião discutiu a agenda comercial e econômica entre os países Foto : Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que teve uma "ótima reunião" com o presidente dos EUA, Donald Trump, em que discutiu "de forma franca e construtiva" a agenda comercial e econômica na tarde deste domingo, na Malásia.

"Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra autoridades brasileiras", escreveu o brasileiro em publicação no X, acompanhada de uma foto dos dois. Esta é a primeira declaração pública de Lula desde o encontro.

A reunião, antecipada para começar às 4h30 (de Brasília), teve início após comentários a repórteres e durou por cerca de uma hora.

O chanceler Mauro Vieira disse a jornalistas que Trump e Lula instruíram suas equipes a iniciar, ainda neste domingo, as negociações sobre as tarifas de 50% que os Estados Unidos impuseram às exportações brasileiras.

No encontro, Lula "renovou o pedido brasileiro de suspensão das tarifas impostas à exportação brasileira durante um período de negociação" entre os dois países, afirmou Vieira. "O presidente Trump declarou que dará instruções a sua equipe para que comece um processo, um período de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda, porque é para tudo ser resolvido em pouco tempo", afirmou Mauro Vieira.

O chanceler indicou, ainda, que o presidente brasileiro pediu ao seu contraparte americano que suspendesse a aplicação da lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sua esposa e outros brasileiros.

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Esta lei permite ao governo americano sancionar indivíduos que considera ligados a violações de direitos humanos ou corrupção. Moraes esteve envolvido no processo judicial que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentar impedir a posse de Lula após as eleições de 2022. A condenação de Bolsonaro, amigo pessoal de Trump, levou o mandatário americano a impor tarifas de 50% ao Brasil.

Vieira insistiu que essa medida comercial "não é justa" porque o Brasil tem um déficit em sua balança comercial com os Estados Unidos. "Vamos ter negociações com vistas à suspensão das tarifas visto que elas são aplicadas a um país que não tem um superávit com os Estados Unidos, e sim um grande déficit e, portanto, não é justa essa imposição dessa tarifa", ressaltou Vieira.