Ao final da reunião, a presidente Dilma disse a ele que aguarda as explicações. Por enquanto, ele continua no cargo e o Palácio do Planalto evita falar em nomes para substituí-lo, assegurando que o ministro do Trabalho é Carlos Lupi.
Mas, por outro lado, é fato que a situação dele é cada vez mais complicada e indefensável e a presidente Dilma está apenas cumprindo um ritual que cumpriu em outros episódios que levaram à demissão de outros ministros. A aprovação da ida dele ao Senado, amanhã, pode ser a senha para definição da sua situação. Lupi negou, na semana passada, o uso da aeronave que, segundo a revista Veja, foi providenciada por Adair Meira, dono de três organizações não governamentais (ONGs) com contratos com a pasta.
Em depoimento na Câmara, na semana passada, Lupi disse inclusive que não conhece Adair Meira. A revista Veja publicou ontem, em sua página na internet, vídeo que comprovaria o uso da aeronave por Carlos Lupi. O pedido de comparecimento do ministro ao Senado foi apresentado pelos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Ana Amélia Lemos (PP-RS), Eduardo Suplicy (PT-SP), Ana Rita (PT-ES) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). O petista Eduardo Suplicy (SP) destacou que o ministro deve ser o "maior interessado em esclarecer as denúncias feitas contra ele o mais rápido possível”.
PDT não pagou viagem
O presidente do diretório regional do PDT do Maranhão, Igor Lago, disse hoje à Agência Brasil, que o partido não pagou transporte aéreo para a viagem do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ao estado. “Encaminhamos a declaração de contas de 2009 ao presidente do partido, (André Figueiredo). Não há referência sobre isso. O PDT (do Maranhão) não pagou aluguel de aeronave”, ressaltou.
O ministro disse que as viagens de jatinho que fez foram pagas pelo diretório no estado. Lago explicou que a confusão pode ter sido feita porque havia na agenda de Lupi no Maranhão, naquela data, eventos ligados ao partido.