Na via, ninguém conhece a empresa, aberta para atuar no ramo de comércio de bebidas e locadora de vídeos. O registro é de "empresário individual" e pode ser feito por meio do Portal do Empreendedor, site do governo.
Procurado pelo Grupo Estado, Lupi disse que não sabia da existência da empresa. Afirmou ter sido vítima de fraude, possivelmente, segundo ele, após a clonagem de seus cartões de crédito no início do ano. Lupi enviou ofício na quarta-feira ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ao advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, em que pede a apuração do caso.
Suspeitas de extorsão
A revista Veja denunciou neste final de semana que existiria, no Ministério do Trabalho, um esquema de extorsão semelhante aos ocorridos no Turismo e no Esporte. Segundo apurou a reportagem, assessores do ministro Carlos Lupi, todos ligados ao PDT (partido que ele preside), são acusados de cobrar propina para liberar pagamentos a ONGs suspeitas de irregularidades. A principal acusação partiu do Instituto Êpa, organização do Rio Grande do Norte, que chegou a pedir a intermediação do ministro da Previdência, Garibaldi Alves, para voltar a receber repasses para um programa de qualificação profissional.