“Pela localização e pela extensão (do tumor), ele tem chance muito boa de não precisar de operação”, disse um dos médicos de Lula, Luiz Paulo Kowalski. De acordo com a equipe, o tipo de tumor diagnosticado no ex-presidente apresenta poucos sintomas e dificilmente ele seria identificado antes. O político começou a fazer exames após uma rouquidão. Ao receberem o resultado da biópsia, os médicos não ficaram surpresos com o resultado, já que o tumor é muito comum nessa parte do corpo.
Lula receberá a medicação por cateter, um tubo que levará os remédios à região do tumor. O pequeno duto passará pelas artérias, até chegar à laringe. O remédio será dosado por um aparelho que fica preso ao corpo do paciente, que passará a noite no hospital hoje.
A primeira parte do tratamento terá duração de três meses. Lula deve passar por três baterias de quimioterapia (uma a cada 20 dias) e, também, por radioterapia. Após o período, a equipe médica deve avaliar a receptividade e eficácia dos medicamentos para definir o rumo do tratamento. O ex-presidente será acompanhado por fonoaudiologistas.