Política

Mínimo regional vai a plenário pela quinta vez na Assembleia gaúcha

Benefício é pago a R$ 1,2 milhão de gaúchos que trabalham na iniciativa privada

A retirada, pelo governo gaúcho, do projeto que autorizava vender a área da Fase, no Morro Santa Teresa, destrancou a pauta da Assembleia e abriu caminho para que os deputados tentem fechar um consenso em plenário, amanhã, para o reajuste do salário mínimo regional, depois de quatro tentativas frustradas. 

No início da tarde, os líderes de bancada fecharam um acordo para incluir na Ordem do Dia desta quarta o projeto que define o aumento a ser repassado a 1,2 milhão de trabalhadores gaúchos da iniciativa privada. O reajuste é retroativo a 1º de maio. 

Variando de R$ 511,29 a R$ 556,06, o mínimo regional pode ser elevado em 7,7%, pelo que se especulou até agora. É um patamar intermediário entre os 6,9% oferecidos pelo governo e admitidos pelos empresários e os 9,68% reivindicados pelos sindicatos. O índice também é simbólico para as bancadas da base aliada, já que é exatamente o mesmo concedido aos aposentados que recebem acima do mínimo, pelo presidente Lula.   

Na semana retrasada, a votação do mínimo regional foi protelada, pela terceira vez, em função da estreia do Brasil na Copa do Mundo. Na quarta passada, a morte do ex-prefeito de Pelotas, Bernardo de Souza, suspendeu as votações na Assembleia, que ficou três dias de luto.