O deputado Coffy Rodrigues (PSDB) reconheceu hoje que móveis comprados com dinheiro público foram para os quartos dos netos da governadora Yeda Crusius. O deputado garantiu que há legalidade na ação e acredita que o caso é compreensível. "Eu pergunto para qualquer vovó que more junto com os netos, se viesse a se eleger à governadora do Estado, e viesse a morar dentro do Palácio Piratini, não teria que comprar uma cama para o neto? Ou iria colocar o neto para dormir no chão? É a mesma coisa", afirmou.
Na defesa, o parlamentar ainda recorda o cartão corporativo do governo Lula. "A filha do presidente Lula que gastou mais de R$ 55 mil em 2008, em Florianópolis, em padaria, auto-peças, reforma de piscina, cerca elétrica, no cartão corporativo, não vai devolver. Aí o PT não fala. Agora, a governadora, dentro da lei, adquiriu esses equipamentos e mobília e lá no final do mandato vai ter que optar em devolver ou ressarcir".
Já o presidente estadual do DEM, deputado Onyx Lorenzoni, discorda da lisura das compras para a casa da governadora. O partido de Onyx seria beneficiado com o afastamento de Yeda, já que o vice Paulo Feijó assumiria. O presidente do DEM citou exemplos da Legislação para contestar e encontra uma explicação para a resistência de Yeda no Palácio Piratini. "A Lei de 1950, que trata dos crimes de responsabilidade, no seu artigo 11, diz que ordenar despesas não autorizadas por lei e sem observar as prescrições legais, é crime. O que é muito grave, e que vejo no Rio Grande do Sul, é o antipetismo servindo de manto para encobrir atos que não são legais", garantiu.
Móveis comprados eram para os quartos dos netos de Yeda, diz deputado tucano
Coffy Rodrigues garante que há legalidade na ação e acredita que o caso é compreensível