Política

Maia lista prioridades e propõe dois dias de trabalho intenso durante a Rio 2016

Presidente da Câmara será recebido pelo presidente interino Michel Temer na próxima semana

Maia antecipou que vai propor aos líderes dos partidos dois dias de trabalho intenso
Maia antecipou que vai propor aos líderes dos partidos dois dias de trabalho intenso Foto : Wilson Dias / Agência Brasil / CP
O deputado federal Rodrigo Maia (RJ-DEM), recém-eleito para a presidência da Câmara, disse neste sábado que terá como prioridade, na primeira semana no cargo, "arrumar a casa", criando condições para aprovação da reforma política e de projetos de combate à crise econômica e à corrupção. Ele reconheceu que será preciso, primeiro, "distensionar" e "harmonizar" a relação entre os parlamentares e com outros Poderes, além do Senado.

Na próxima semana, Rodrigo Maia será recebido pelo presidente interino Michel Temer, junto com os líderes do Senado e do Judiciário. "O Brasil precisa da sinalização de que haverá um ambiente menos tensionado, onde se possa dialogar com todos e colocar na pauta da Câmara dos Deputados aquelas matérias que vão ao encontro da superação da crise econômica grave que o país vive", disse Maia, eleito presidente da Câmara com 285 votos, na quinta.

Durante o encontro estadual do seu partido, DEM, no Rio de Janeiro, ele informou que terão prioridade, entre os projetos para superar a crise, a PEC que limita gastos públicos, o que adota novas regras para exploração do pré-sal e o pacote de dez medidas contra a corrupção. Proposto pelo Ministério Público Federal, o projeto tem 2 milhões de assinaturas.

"Mesmo que você não termine todas as votações (por causa da Olimpíada em agosto, e das eleições, em outubro), dá uma sinalização forte para sociedade que isso está caminhando bem", disse. Para que a Câmara não pare durante as competições, Maia antecipou que vai propor aos líderes dos partidos dois dias de trabalho intenso, durante a semana, "com necessidade de produção mínima", às segundas e terças-feiras. Os parlamentares seriam liberados às quartas-feiras. Nas próximas duas semanas, a Casa não terá votações.