Política

Maioria da Câmara pede que Marchezan retire pacote de medidas que envolve funcionalismo

Greve dos municipários deve ser encerrada caso prefeito concorde

Vereadores assinaram pedido para que Marchezan retire pacote que altera direitos de servidores
Vereadores assinaram pedido para que Marchezan retire pacote que altera direitos de servidores Foto : Tonico Alvares / CMPA / CP
Com uma greve completando cinco dias – e que envolve o fechamento de escolas e dois postos de saúde – , 22 vereadores se uniram para derrubar o pacote de projetos do governo Marchezan que propõe alterar a carreira do funcionalismo em Porto Alegre. Um requerimento com o apoio dos partidos da oposição e os chamados independentes foi entregue, na sessão desta segunda-feira, ao presidente da Câmara de Vereadores, Cássio Trogildo.

Dessa forma, a solicitação de suspensão da tramitação dos projetos de lei que extinguem a licença-prêmio, revisando, ainda, o sistema de gratificações, vai ser entregue ao vice-prefeito Gustavo Paim em reunião entre o Executivo e a Câmara, nesta terça pela manhã. A greve dos municipários deve ser encerrada caso o prefeito Nelson Marchezan aceite o pedido.

De acordo com o vereador Thiago Duarte (DEM), o prefeito vai provar bom senso se aceitar a manifestação de 22 dos 36 vereadores e não quiser mais uma derrota em plenário, como o que ocorreu com a revisão da planta do IPTU da Capital. “Conto com o bom senso dele nessa decisão”, comentou.

A vereadora Sofia Cavedon (PT), que também deu apoio ao requerimento, destacou que a greve precisa ser finalizada. “Os serviços estão prejudicados na Fase, DMLU, nas escolas. Estamos com uma situação de crise profunda em Porto Alegre, então, quando os vereadores assinam não é para afrontar o prefeito”, ressaltou.

Pacote muda gratificações e data-base



O projeto de Lei Complementar que altera o Estatuto dos Funcionários Públicos e planos de carreira precisa de maioria simples na Câmara para ser aprovado. Em vez de um aumento de 5% a cada três anos de trabalho (triênio), o texto prevê que o servidor receba um aumento de 3% a cada cinco anos (quinquênio).

Os projetos também extinguem as gratificações por tempo de serviço. O servidor passa, hoje, a receber 15% a mais quando completa 15 anos e outros 10% quando soma 25 anos de trabalho. A proposição prevê regras de transição para os servidores que já pertencem ao quadro. Além disso, um dos projetos propõe a modificação da data-base de pagamento do último dia útil do mês para o quinto dia útil do mês subsequente.