Política

Manifestação a favor de Dilma reúne grande grupo em Portugal

Pessoas de diversos países discursaram contra Temer e o impeachment

Pessoas de diversos países discursaram contra Temer e o impeachment
Pessoas de diversos países discursaram contra Temer e o impeachment Foto : Facebook / Reprodução / CP
Um protesto internacional contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff reuniu dezenas de pessoas, neste domingo em Lisboa. Os manifestantes na capital portuguesa fizeram apelos “pela democracia” e gritaram palavras de ordem contra o presidente interino Michel Temer, classificando a sua chegada ao poder de "golpe de Estado".

Por volta das 19h no horário local, a praça do Rossio começou a se animar com a progressiva concentração de ativistas, alguns transeuntes e poucos turistas. Uns transportavam bandeiras do Brasil, de Portugal, outros escreviam palavras de ordem em cartazes de várias cores, desafiando um vento persistente. Os dizeres “Pela democracia”, “Fora Temer” se alternaram com o “Volta, Querida”.

As cerca de 60 pessoas presentes juntaram-se num pequeno cordão humano e enquadradas por uma grande faixa com a frase “Golpe nunca mais. Fora Temer”, enquanto iniciavam os discursos de diversos representantes do Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira de Lisboa, e de outras associações. “Já foi comprovado que nada há juridicamente contra a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e mesmo assim foi perpetrado um golpe. É um problema que queremos resolvido e queremos o respeito pelo voto. A eleição foi feita, mas a vontade do povo não está a ser respeitada”, disse Newton de Souza, 51 anos, membro do Coletivo Andorinha e há um ano e meio em Portugal.

A concentração prosseguiu na Praça do Rossio, com intervenções de cidadãos brasileiros vindos de diversas cidades de Portugal, como Coimbra e Cidade do Porto. Por vezes, os manifestantes gritaram palavras de ordem como “Golpistas, fascistas, não passarão” e “Em Portugal e no Brasil, sempre em defesa dos valores de abril”.

Newton de Souza criticou o envolvimento da “maioria das pessoas hoje no Congresso e no governo em casos de corrupção comprovada” e o “desmantelamento da economia e principalmente das riquezas naturais”. Ele citou a recente privatização de um campo de petróleo do pré-sal para a empresa norueguesa Statoil.