*Com informações da AE
O plenário da Câmara dos Deputados foi invadido, nesta quarta, por manifestantes no momento em que parlamentares discursavam à espera de quórum para o início da Ordem do Dia da sessão extraordinária. O 1º vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), suspendeu os trabalhos e pediu à polícia legislativa que ajude na remoção dos manifestantes.
O grupo grita as palavras: "Queremos general". Porém, os manifestantes não informaram até o momento se pertencem a um grupo organizado. Um dos manifestantes, Jeferson Vieira Alves, é empresário da construção civil e disse que o protesto foi combinado via WhatsApp e reúne pessoas de várias partes do País.
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) comparou os manifestantes do plenário com os de Mariana, cidade atingida pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco: “os pobres manifestantes de Mariana só escreveram com água suja e foram presos”. O parlamentar acredita que a manifestação se trata de “armação da ultra-direita animadas com (Donald) Trump” e que esta é a “semente do fascismo”.
A Polícia Legislativa retirou todos os jornalistas do plenário e das galerias alegando questões de segurança. Os profissionais estão no Salão Verde, do lado de fora do plenário, onde também há manifestantes e curiosos.
Sobre o motivo do protesto, um participante afirma: “Estão entregando o nosso País aos bandidos. A nossa riqueza está indo embora”.
A imprensa foi expulsa do plenário pelos seguranças da Casa. O deputado Beto Mansur (PRB-SP) negocia neste momento com os manifestantes a saída deles do local. Já o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) definiu o grupo de manifestantes como “radical”.
Manifestantes invadem plenário da Câmara e sessão é suspensa
Waldir Maranhão pediu à polícia legislativa que ajude na desobstrução do local