Quatro manifestantes foram retirados à força do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde desta quarta-feira, no início da sessão que retoma o julgamento do pedido de extradição do escritor italiano e ex-ativista político Cesare Battisti.
O julgamento ainda depende do voto do presidente do STF, Gilmar Mendes, que tem a função de desempatar o julgamento, atualmente com 4 votos a favor e 4 contrários ao pedido de extradição apresentado pelo governo da Itália. Dois ministros se declararam impedidos de se pronunciar alegando razões de foro íntimo: Antonio Dias Toffolli e Celso de Melo.
O voto de desempate de Gilmar Mendes, entretanto, não encerrará o caso. Os membros do STF ainda querem discutir se o presidente da República é obrigado a seguir o julgamento do Supremo ou pode se negar a entregar Battisti ao governo italiano.
As manifestações pró Battisti têm ocorrido em todos as fases do julgamento. Na semana passada, o mesmo grupo chegou a empunhar uma faixa no plenário e também foi retirado à força.
Nesse momento, o ministro Gilmar Mendes começa a ler seu voto. O Supremo também discutirá hoje (18) se o presidente da República é obrigado a acatar a decisão da Corte, visto que a matéria refere-se a uma questão internacional, que envolve relações entre o Estado brasileiro e a Itália e, por isso, de competência do chefe do Executivo.
Manifestantes pró Battisti são retirados do plenário do Supremo
Julgamento ainda depende do voto do presidente do STF