O evento teve presença dos políticos aliados ao governo Dilma como os ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra, além da deputada estadual Manuela D'Ávila. Em seus discursos, eles criticaram fortemente o vice-presidente, Michel Temer, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Tarso e Manuela apontaram o PMDB como golpistas. "Assim como o atual governo destruiu o nosso Estado, eles querem destruir o nosso país", bradou o ex-governador. A deputada do PCdoB colocou o PMDB como oportunista da atual situação do governo. "O PMDB nunca trabalhou conosco. O PMDB nunca governou com o povo trabalhador", disse a deputada.
Olívio defendeu o mandato da presidente Dilma: "Eles acham que foi demais um metalúrgico e uma mulher conquistarem o poder, declarou ele, se referindo a Lula e Dilma. Olívio ainda afirmou que a oposição quer dar um "um golpe travestido de impeachment" e que o povo deve cobrar as promessas de Dilma Rousseff, mas que ela tem que permanecer no cargo.
Os manifestantes dividiram as falas entre os líderes dos movimentos sociais com música ao vivo com adaptações de "Vermelho", de Fafá de Belém, e "Como nossos pais", de Elis Regina. Eles prometem se reunir novamente no domingo, a partir do meio-dia na Praça da Matriz para mais uma manifestação contra o impeachement.
"O golpe tem que ter nome. O PMDB quer chegar ao poder de modo ilegítimo", diz Tarso pic.twitter.com/aPYfZc6hBz — Correio do Povo (@correio_dopovo) 15 de abril de 2016
"Isto é um golpe travestido de impeachment" diz Olívio pic.twitter.com/KkYQ4H9dkf — Correio do Povo (@correio_dopovo) 15 de abril de 2016