A manifestação, em defesa da educação, começou de forma pacífica, por volta das 18h, na Igreja da Candelária até a Cinelândia. A maior parte dos manifestantes é formada por grupos de professores municipais, estaduais, estudantes e sindicalistas.
Alguns manifestantes jogaram coquetel molotov nas janelas do prédio, que estão protegidas com chapas de madeira. Outros invadiram agências bancárias na Cinelândia e quebraram as vidraças. As pichações fazem referência contra o governador do Rio, Sérgio Cabral, e frases como "Mais livro e menos bomba". Algumas pessoas subiram na fachada do prédio com um cartaz pedindo a libertação da ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel, indiciada por pirataria pela Rússia após protesto.
Uma lei proíbe o uso de máscaras ou cobrir os rostos em protestos no Rio. A manifestação, intitulada Um Milhão pela Educação, ocupa toda a área em frente à Câmara e à Biblioteca Nacional. Poucos policiais acompanham o protesto e evitaram se aproximar dos manifestantes na maior parte do tempo.
A estudante de pedagogia e direito Gabriela Guedes, participante do protesto, disse que apoia a causa e defende o reajuste dos salários dos docentes: "Sem os professores, nós não temos nenhum tipo de profissional. É muito importante que as pessoas se conscientizem, a população, e os universitários estão também aqui na luta para apoiar essa causa, que é muito digna".
Carro da polícia é virado de cabeça para baixo em SP
Também gerou confusão e depredações a manifestação de estudantes em São Paulo pelos direitos dos professores. O ato terminou em correria e quebra-quebra na Praça da República, região central da cidade onde fica a sede da Secretaria Estadual de Educação. Membros dos Black Blocks atirou uma bomba caseira contra PMs que faziam um cordão de isolamento e o confronto começou.
Outro grupo virou e depredou uma viatura de polícia na avenida Rio Branco, onde seguiram depredando o mobiliário urbano e lojas sem a presença das autoridades. Na avenida Ipiranga, diversos estabelecimentos foram vandalizados, entre eles lanchonetes do Habib's e do McDonald's, além de agências bancárias e lojas.
Há corre-corre e atos de vandalismo por todos os lados. Os Black Blocks destroem e saqueiam lojas, qubram vidraças de bancos e lixeiras, além de montar barricadas com lixo.