A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgou nesta quarta-feira, em Porto Alegre, o mérito dos habeas corpus de oito investigados na Operação Lava Jato e manteve presos preventivamente Sérgio Cunha Mendes, da Mendes Júnior, Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, Dalton dos Santos Avancini, João Ricardo Auler e Eduardo Hermelino Leite, da Camargo Correa, e Mateus Coutinho de Sá Oliveira e José Adelmário Pinheiro Filho, da OAS, além do lobista Fernando Soares (Fernando Baiano).
O relator dos processos da Lava Jato, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, observou que o país está diante de um caso ímpar e complexo. “Nunca tivemos no Brasil um caso dessa envergadura, dessa dimensão econômica. São crimes de alta lesividade ao patrimônio público”, pontuou, durante a sessão de julgamento.
Segundo Gebran, o juiz Sérgio Moro realizou um detalhamento cuidadoso e exaustivo dos fatos, descrevendo como cada um dos réus foi apontado nos depoimentos de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa e apresentando relatórios de gravações telefônicas. “Justifica-se a adoção da prisão preventiva como forma de garantir a ordem pública, em face do risco de reiteração criminosa”, afirmou o desembargador.
Mantidas prisões preventivas de oito investigados na Lava Jato
Decisão atinge lobista e executivos de Mendes Júnior, Camargo Correa, Galvão Engenharia e OAS