Política

Manuela defende “frente ampla” da esquerda na eleição municipal

Deputada estadual anunciou na quarta-feira decisão de não concorrer no pleito

Manuela justificou decisão para poder cuidar da filha Laura
Manuela justificou decisão para poder cuidar da filha Laura Foto : Cristiano Munari / Especial CP
Após anunciar que não irá concorrer a prefeitura de Porto Alegre, a deputada estadual Manuela D’Avila (PCdoB) defendeu nesta quinta-feira no programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, uma frente ampla com partidos que apoiam o governo federal para o pleito municipal deste ano. Mesmo fora da disputa, ele reiterou que o PCdoB seguirá ao lado do PT para a disputa na Capital.

“Antes de tomar e minha decisão, eu conversei muito com o PT e vejo que nós continuamos sintonizados com a ideia de construção de uma alternativa frentista. Não sou a única pessoa capaz de representar esse projeto em Porto Alegre. Temos outros nomes que podem estar na disputa, mas não foram colocados em respeito a ideia de eu estar nesse campo. Erram aqueles que simplesmente retiram meu nome e pensam que a eleição já está construída. Essa será uma eleição com muitas indecisões, que permite que novas alianças sejam feitas a partir da perspectiva de quem se enquadra ou não nos movimentos golpistas nacionais”, disse Manuela, que destacou a ideia de uma frente política com partidos que tem “compromisso com a democracia”

“A ideia é de uma frente política. Defendemos isso já em 2008. Conversamos com o governador Tarso Genro que muita coisa que aconteceu em 2014 teve relação com a divisão que fizemos nas eleições de 2012. Achamos que é a hora de retomar uma caminhada unitária com PT, PCdoB, PTB, PDT, com aqueles que tem compromisso com a democracia e o projeto de uma cidade mais desenvolvida”, seguiu.

Maternidade pesou na decisão


Sobre sua decisão de não concorrer à prefeita de Porto Alegre, Manuela D'Avila voltou a destacar que sua opção se deu para poder se dedicar aos cuidados da filha Laura, de cinco meses. “Quando decidi não concorrer a deputada federal foi mais difícil que a desistência para a prefeitura de Porto Alegre. Ali foi a primeira vez que eu tive que conversar com o meu partido para tomar uma decisão diferente daquela que a nossa militância havia tomado para mim. Ontem foi um momento de conversa minha com a nossa militância de uma escolha natural”, relatou.

“Tenho uma opinião sobre como devo investir o meu tempo no primeiro ano da minha filha, que depende muito de mim nesse período. Não acho que Porto Alegre mereça um prefeito que não esteja inteiro, assim como a minha filha não merece uma mãe que não seja inteira. Tive de tomar a decisão sobre a forma em que eu acredito para as duas coisas”, ponderou.