Política

Mapas, reservatórios e alerta à população: as estratégias do Japão contra as tragédias climáticas

País conta com agência que se especializa em formar profissionais que atuam na prevenção de desastres

Governo do RS durante missão na Ásia
Governo do RS durante missão na Ásia Foto : Mauren Xavier / Especial / CP

Após quatro dias, a missão gaúcha à Ásia finalizou a etapa Japão nesta quinta-feira. E as ações do governo local para fazer frente às tragédias climáticas ganhou destaque. O país tem sofrido cada vez mais com enchentes, tufões e terremotos e, assim, investe em soluções ou pelo menos medidas para amenizar os impactos.

Primeiro ocorreu um encontro na JICA, que é uma agência de cooperação tendo atuação em prevenção aos desastres ambientais. A ideia é investir na prevenção. Inclusive, no encontro, foram apresentados dados que mostram que com as medidas certas em prevenção, a longo prazo, os custos delas vão sendo reduzidos, assim como ocorre a diminuição gradativa dos danos a cada episódio de evento climático severo.

A agência tem experiência ainda em formar profissionais para atuarem neste segmento. O objetivo, em outras palavras é construir estruturas governamentais mais fortes de gestão para lidar melhor com os impactos climáticos. Outro importante encontro ocorreu junto ao distrito de Minato, que fica em Tóquio. Na visita, foram apresentadas diversas iniciativas.

Entre elas estão a elaboração de mapas de riscos, facilitando a visualização para a população dos locais críticos quando ocorrem chuvas com volumes a cima do previsto; sistemas de reservatório de água, para diminuir o impacto dos alagamentos. Monitoramento ao vivo do nível dos rios, podendo ser acompanhado pelo Youtube; a divulgação aos moradores, seja com auto falantes nas ruas ou mesmo com a venda mais barata de rádios de alta frequência, para receber os alertas. Ainda são adotadas medidas como distribuição de suprimento no caso de pessoas precisarem sair de casa, assim como locais específicos para buscar abrigos em caso de evacuação.

A resiliência climática é um dos eixos da missão gaúcha à Ásia especialmente após a tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em maio deste ano, em que afetou, de diferentes formas, quse 95 por cento dos municípios gaúchos. Agora o movimento no governo é, ao conhecer essas ações, avaliá-las levando em consideração o cenário local. Após quatro dias no Japão, a comitiva do governo do Estado parte para a segunda etapa da missão na Ásia. A partir desta sexta-feira os compromissos serão na China, onde o grupo permanecerá até o próximo dia 26 de novembro.

Veja Também