Política

Maranhão cancela sessão de votações na Câmara e alega quorum baixo

Presidente interino afirmou que apenas 73 deputados registraram presença no dia

Presidente interino afirmou que apenas 73 deputados registraram presença no dia
Presidente interino afirmou que apenas 73 deputados registraram presença no dia Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP
A semana do chamado esforço concentrado na Câmara dos Deputados nem começou e o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), cancelou a sessão extraordinária prevista para a noite de desta segunda-feira e a reunião do colégio de líderes marcada para a tarde desta segunda.

Segundo o líder do governo, André Moura (PSC-SE), Maranhão justificou o cancelamento com o argumento de que não haveria quorum para iniciar as votações – o mínimo necessário é de 257 parlamentares. “O Waldir Maranhão me comunicou que por conta do quorum baixo – 73 deputados registraram presença até o momento – ele resolveu cancelar a reunião do colégio de líderes e a sessão do dia de hoje”, disse Moura.

O líder do governo disse que a decisão foi precipitada, pois, normalmente, quando há votação na segunda-feira, os deputados chegam na Casa. “Semana passada, passamos a semana sem votar nada e começamos essa semana quebrando o entendimento de começarmos o esforço concentrado na segunda”, disse.

Na semana passada, quando anunciou o esforço concentrado, Maranhão disse que iria “recompensar o país”, em uma tentativa de minimizar as críticas que recebeu depois que cancelou, na semana de 20 a 24, as sessões de votação desta semana, por causa das festas juninas no Norte e Nordeste do país. A paralisação das votações se manteve na semana seguinte. Após sofrer diversas críticas, o presidente interino chegou a marcar uma sessão deliberativa na última terça-feira, mas que também não foi realizada por falta de quorum.

Ainda de acordo com o líder, Maranhão prometeu manter as votações até quinta-feira à noite. O governo tem pressa para destrancar a pauta, trancada por duas medidas provisórias e abrir espaço para a votação de projetos que considera importantes.

Entre as matérias está o projeto o que estabelece novas regras para escolha e atuação de dirigentes de fundos de pensão e o que alonga por mais 20 anos o pagamento das dívidas dos estados junto à União se forem adotadas restrições de despesas por parte dos governos estaduais. O governo pretende votar a urgência da matéria ainda nesta semana. “Num momento em que o país precisa que as matérias sejam votadas, o prejuízo é enorme para o governo e para o país”, reclamou Moura.

Maranhão remarcou a reunião de líderes para a tarde de terça-feira, quando também será discutida o recesso parlamentar, previsto na Constituição para o período de 17 a 31 de julho. O governo defende a mudança do recesso de julho para o final de setembro. A justificativa seria a proximidade com as eleições municipais. Outros preferem manter o recesso na segunda quinzena de julho.