Política

Marchezan assume prefeitura de Porto Alegre com caneta na mão

Prefeito não escondeu que pode atrasar salários do funcionalismo<br />

Marchezan assume prefeitura de Porto Alegre com caneta na mão
Marchezan assume prefeitura de Porto Alegre com caneta na mão Foto : Mauro Schaefer
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) estreia nesta segunda-feira no comando da Prefeitura de Porto Alegre com o discurso alinhado com o presidente Michel Temer (PMDB) e com o governador José Ivo Sartori (PMDB), que identificam nas corporações e no serviço público, que consideram inchado, os vilões da crise no país. Mas, ao contrário dos dois peemedebistas, cujas decisões atingem os cidadãos no médio e longo prazo, Marchezan assume com a caneta que afeta diretamente a vida de quem mora na Capital.

A coleta de lixo, a água que falta e o esgoto que transborda com as enxurradas são problemas diários de quem vive na cidade. No domingo, ao discursar na Câmara dos Vereadores, durante a posse, o tucano afirmou que o seu contrato com a população ficou marcado nos programas de rádio e TV da campanha. Acrescentou que não pretende fazer nada do que não tivesse dito em 2016, quando foi vitorioso e se elegeu prefeito da Capital.

Na campanha, ele prometeu mexer na burocracia e fazer mudanças profundas na prefeitura. Agora, no poder, deve ter em mente que os serviços que afetam a população devem ser a prioridade máxima. Como alardeou que fará.

Tarefa difícil

Não será nada fácil a tarefa do agora ex-vereador Kevin Krieger (PP), que assume como secretário de Relações Institucionais e Articulação Política de Marchezan. O novo prefeito é ousado, gosta de tomar decisões sem muita consulta e costuma surpreender parceiros. Krieger terá que pavimentar as relações com aliados e “traduzir” as ações do tucano.

Atraso de salários

Marchezan não escondeu de ninguém nos últimos dias e muito menos n odomingo, quando assumiu o comando da cidade, que visualiza no horizonte ter que atrasar os salários do funcionalismo municipal diante da crise financeira da prefeitura. Tempestade à vista, prestação de serviços e funcionários públicos contrariados não convivem harmonicamente.