"Os partidos vão participar ativamente da formação da nossa gestão, até porque muitas pessoas que nos apoiaram têm experiência, tem qualificação. Nós gostaríamos de prestigiar pessoas do quadro e acredito que teremos um grupo que busque excelência. O ideal é que a gente possa otimizar a administração, melhorar a relação com a sociedade e a aplicação do recurso público", afirmou Marchezan.
Marchezan informou que não pretende realizar a montagem das 15 secretarias baseada em cortes de cargos comissionados (CCs). "A estruturação não foi pensada dessa forma. Queremos atingir o melhor resultado", disse antes de revelar que contará com instituições que prestarão diversos serviços em toda a gestão. Ao ser questionado sobre a possibilidade de parcelamento de salários, Marchezan prometeu que fará de tudo para evitar prejuízo aos servidores.
O prefeito eleito manteve um discurso muito semelhante ao do governador José Ivo Sartori e salientou que a sua gestão será pautada pela transparência. "Estamos fazendo o máximo para apresentar remédios e soluções. Sabemos que teremos dificuldades e já temos uma ideia da atual situação e daquela que vamos enfrentar no ano que vem. Pelos dados que tivemos acesso, a condição de Porto Alegre é difícil e acho que há atrasos em serviços essenciais", explicou.
EPTC e Carris
Marchezan relatou que estudará nos primeiros meses de gestão o caso da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) para verificar a necessidade de manutenção da sua estratura. "Vamos fazer correções nos primeiros dias de prefeitura e vamos avaliar a EPTC e outras secretarias. Vamos verificar se há prejuízo financeiro ao unir o Departamento Municipal de Água e Esgoto com o Departamento de Esgotos Pluviais. A nossa intenção é simplificar a vida do cidadão, solucionando problemas na prefeitura e não neste ou naquele órgão", acrescentou.
O novo prefeito disse que não há intenção de privatizar a Carris, mas deu a entender que a empresa passará por uma avaliação criteriosa. "Não temos a meta de privatizá-la, mas é inaceitável que a sociedade pague R$ 50 milhões de prejuízo. Ou ela se torna uma companhia lucrativa, ou ela deverá ser privatizada", resumiu.