Terminadas as tratativas para a definição do primeiro escalão, nesta semana, o prefeito da Capital, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), vai focar na escolha do líder do governo na Câmara de Vereadores. A tendência, no momento, é de que a escolha recaia, pela ordem, sobre o Solidariedade, o PTB ou o PSDB. Por enquanto, no núcleo do governo, é apontado como pouco provável que a liderança fique com o PP, apesar de haver um movimento considerável pela indicação da vereadora Mônica Leal, a mais votada da sigla e que, desde o resultado da eleição, se aproximou bastante de Marchezan.
O prefeito e seus articuladores estão levando em conta quatro pontos principais: o nome deve transitar bem para além da base governista, que é reduzida (apenas dez dos 36 vereadores); ter um perfil combativo, não ter receio de ocupar a tribuna e nem de defender propostas que incomodem o que dentro do Executivo são chamadas de “minorias barulhentas”.
A ideia é tentar estabelecer uma ponte sólida com o grupo que se autointitula independente, formado por PSB, PSD, Dem, Rede e PRB, e que soma oito vereadores. E obter aliados, mesmo que eventuais, no grupo que vem se autodenominando de minoria, formado por PMDB, PDT e PROS (nove vereadores).
Além disso, Marchezan está levando em conta o equilíbrio entre os partidos da base. O PP já tem o vice, Gustavo Paim, e Kevin Krieger, que ocupa a Secretaria de Relações Institucionais, considerada uma das mais importantes do governo. Além disso, e para além do nome de Mônica, que enfrenta resistências dentro do próprio PP, os demais vereadores do partido também não teriam o perfil desejado. Cassiá Carpes em função dos problemas anteriores com o PTB. João Carlos Neddel porque não teria a “energia” necessária. E Matheus Ayres, porque ainda precisaria de mais experiência.
Três opções despontam
Três nomes estão à frente na disputa para a liderança do governo na Câmara: Cláudio Janta (SDD), Luciano Marcantônio (PTB) e Moisés Barboza (PSDB). Entre os três, mesmo que com menores chances por ter inicialmente obtido a suplência e exercer o primeiro mandato, Barboza, além de ser do partido do prefeito, o que daria um maior protagonismo ao PSDB, que só tem um vereador, é conhecido por sua trajetória. Ele é o idealizador da rede de ação social Malucos do Bem.
Em relação a Marcantônio, o núcleo político do Executivo considera que ele tem uma atuação importante na Câmara, mas tenta “dosar” a força do PTB. Com quatro vereadores eleitos e aliado de Marchezan a partir do segundo turno, o partido pressionou para que Marcantônio, que havia ficado na suplência, integrasse o secretariado. Ante a negativa de Marchezan, a sigla derrubou o quórum na primeira tentativa de aprovação da reforma administrativa.
Os ânimos se acalmaram depois que o PTB obteve a pasta da Infraestrutura e Mobilidade Urbana, ocupada pelo vereador Elizandro Sabino, e apontada como uma super secretaria. Com a ida de Sabino para o secretariado, Marcantônio ficou com a cadeira na Câmara. E o PTB ainda se manteve na presidência do Legislativo neste primeiro ano de governo.
O cenário fez crescerem as chances de Janta. Ele, contudo, ainda precisaria “lapidar” sua relação com a oposição e diminuir a associação de sua imagem com o sindicalismo.
Janta nega ter sido procurado
O vereador Cláudio Janta (SDD) garantiu no domingo que, até o momento, não foi procurado ou sequer sondado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior sobre a possibilidade de vir a ocupar a liderança do governo na Câmara. “Para mim é uma novidade. Mas é claro que seria uma honra. Nós tivemos um papel importante na campanha. E na reestruturação do governo também”, destaca.
Marchezan foca na escolha do líder do governo na Câmara
Cláudio Janta (SDD), Luciano Marcantônio (PTB) e Moisés Barboza (PSDB) despontam como opções