Apesar da crise deflagrada no PMDB pelo assédio do governo Nelson Marchezan Júnior (PSDB), o prefeito ainda não desistiu de contar com o partido em sua base aliada, e as articulações seguem nos bastidores. Nessa terça-feira, Ibsen Pinheiro e Luiz Roberto Ponte participaram de conversa no Paço Municipal. O PMDB de Porto Alegre chegou a marcar reunião, que ocorreria nesta sexta-feira, para tratar do tema, mas o encontro acabou desmarcado em função de movimento de Sebastião Melo. O ex-vice-prefeito, que foi candidato do partido na última eleição municipal, é um dos mais resistentes ao ingresso na base aliada tucana e encaminhou ofício à executiva solicitando seu afastamento do diretório municipal.
Preparando uma reforma no secretariado e em cargos estratégicos do segundo escalão, ainda para este mês, conforme antecipado pela coluna em fevereiro, Marchezan espera contar com indicações do PMDB, mas no governo já se cogita apenas a viabilidade de reforço na relação, sem participação efetiva em cargos, visando viabilizar votos favoráveis a propostas do Executivo na Câmara. Atualmente, além da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), estão sob o comando de interinos as secretarias de Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Econômico e Econômico e da Transparência.
A pasta de Relações Institucionais está sob os cuidados do vice Gustavo Paim desde o desembarque de Kevin Krieger. Também ficará vaga, neste caso, em função do prazo de desincompatibilização, que termina em 6 de abril, a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade, comandada por Elizandro Sabino (PTB), que concorrerá à cadeira na Assembleia.
Marchezan mantém empenho para reforçar base aliada
Sebastião Melo é um dos mais resistentes à iniciativa do atual prefeito