A vereadora Fernanda Melchionna, do PSol, afirmou que o partido considera "lamentável e absurda" a ação da prefeitura pedindo ressarcimento pelos supostos prejuízos causados às empresas de ônibus em 2016. "Do ponto de vista jurídico, é uma ação surreal. Mostra uma faceta do governo Marchezan de tentar criminalizar, coagir ou intimidar aqueles que fiscalizam o sistema de transporte", afirmou a vereadora. Além dela, Luciana Genro, Pedro Ruas, Roberto Robaina e Alex Fraga são citados na ação do governo municipal.
Ela salientou que a sigla mantém plena confiança de não sofrer sanções pela liminar obtida no ano passado que impediu a vigoração do novo valor de R$ 3,75 por 33 dias, no ano passado. "Temos muita tranquilidade política e jurídica. Pois temos convicção de que a população apoiou nossa ação ano passado", enfatizou, acrescentando que a atitude da prefeitura parece um esforço para manter "conluio com um serviço de qualidade duvidosa".
"Tentam criminalizar sob aspecto político aqueles que fiscalizam", reforçou Fernanda. Ela também lembrou que em duas instâncias foi mantida a decisão que suspendia a cobrança. "A justiça nos deu razão, em primeiro e segundo grau. A prefeitura só consegui ganhar lá em Brasília, com uma força-tarefa no Superior Tribunal de Justiça", definiu.
A vereadora lembrou que, até o momento, as companhias não implementaram as condições definidas na licitação que previa o reajuste de passagem ."Não tem como botar a responsabilidade nos autores de uma ação que garantiu justiça ao povo", relatou. "Os usuários que pagaram a mais é que deveriam ser ressarcidos", avaliou.
Ela também criticou o atual processo que culminará com o aumento da tarifa em 2017. "A prefeitura não espera a auditoria do TCU antes de votar o aumento da tarifa. Quer tirar os direitos para saciar lucros abusivos."
Marchezan tenta "criminalizar e coagir" os que fiscalizam o transporte, afirma PSol
Vereadora Fernanda Melchionna relatou que partido e parlamentares tem tranquilidade política e jurídica na ação