Marcos Valério apresenta proposta de delação no processo do mensalão mineiro

Marcos Valério apresenta proposta de delação no processo do mensalão mineiro

Publicitário teria sido operador de esquema investigado em campanha do PSDB para o governo de Minas

Agência Brasil

Publicitário teria sido operador de esquema investigado em campanha do PSDB para o governo de Minas

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O publicitário Marcos Valério apresentou nesta sexta-feira ao Ministério Público de Minas Gerais proposta de colaboração com a Justiça na Ação Penal 536, processo conhecido como mensalão mineiro. A investigação envolve um esquema para beneficiar a campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais em 1998.

Atualmente, Valério cumpre pena de 37 anos pelos crimes julgados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, no qual foram condenados políticos do PT, PMDB, PP, PTB e do extinto PL. Ele foi preso pelos crimes de corrupção ativa, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Para fazer a delação premiada, o publicitário pede para ser transferido para o presídio da Associação de Proteção aos Condenados (Apac), em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. Desde 2013, Marcos Valério cumpre pena na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, também na região metropolitana da capital mineira. Antes, ele ficou um período no presídio da Papuda, no Distrito Federal.

O mensalão mineiro envolve denúncias de peculato e lavagem de dinheiro durante a campanha à reeleição do então governador mineiro Eduardo Azeredo em 1998. Um dos fundadores do PSDB e ex-presidente da legenda, Azeredo já foi condenado em primeira instância à pena de 20 anos e 10 meses de prisão. Ele entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e aguarda o julgamento em liberdade.

Assim como na Ação Penal 470, Marcos Valério é réu no processo do mensalão mineiro porque teria atuado como operador deste esquema. Com a delação, o publicitário espera conseguir, além da transferência de unidade prisional, redução da pena. O Ministério Público de Minas Gerais informa que a proposta foi recebida e ainda será analisada.

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