A pré-candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, criticou, durante sua participação no 26º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, em Gramado, nesta sexta-feira, a atuação dos gestores que passaram pelo governo federal em relação à área da saúde. Ela disse que não existe “mágica” para a melhora do Sistema Único de Saúde (SUS), mas há possibilidade de disponibilizar mais recursos.
Para ela, a condição para a ampliação dos investimentos é o comprometimento de cada “ente federado com a sua parte”. Assim como a adversária petista, Dilma Rousseff, Marina também defendeu a Emenda 29, que fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por Estados e municípios: “Hoje os municípios já estão cumprindo com a Emenda 29, disponibilizando mais do que o pede a emenda - uma média de 22% - mas os Estados e a União não estão fazendo a sua parte”.
Ela afirmou que os governos que passaram pelo Planalto protelaram a questão da Emenda. Para Marina, o Executivo deveria interceder diante de sua bancada no Congresso para aprovar o projeto.
Marina Silva disse que foi vítima da ineficiência do SUS. Contou que aos 14 anos contraiu hepatite, mas foi tratada como se tivesse malária. Mesmo assim, reconhece as qualidades do sistema, mas diz que ele pode ser melhorado.
Marina critica governos anteriores por deficiências no SUS
Pré-candidata do PV participou de congresso sobre saúde em Gramado