Por essa aliança, Aécio aceitaria parte do programa de governo construído por Marina Silva em conjunto com o ex-governador Eduardo Campos. Marina Silva obteve 22,1 milhões de votos (21,32%), percentual mais do que suficiente para o tucano equilibrar a disputa com Dilma Rousseff. Marina disse que pode ajudar Aécio a melhorar a performance de votos no Nordeste, se fizer uma aliança com ele.
Só em Pernambuco, ela conseguiu 2,3 milhões de votos contra 2,1 milhões de Dilma e apenas 284 mil do candidato do PSDB. Já no Acre, ela obteve 42% dos votos válidos, contra 29% do tucano Aécio Neves e 28% da petista Dilma Rousseff. Amigos, conhecidos e familiares de Marina foram os responsáveis por panfletar e fazer comícios por ela no estado natal.
Amaral seguirá consenso do PSB
O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, sinaliza de que não se oporia a um apoio à candidatura do tucano Aécio Neves, se essa for a decisão consensual do partido. O dirigente disse que Aécio e a candidata à reeleição Dilma Rousseff fazem parte de um processo maior, sem terem “consciência” disso. “Não estou preocupado com Dilma e Aécio. Aécio e Dilma são questões secundárias”, disse Amaral.
Perguntado se ele, fundador do PSB, que se classifica como “homem de esquerda”, poderia apoiar Aécio, o dirigente respondeu: “Às vezes, o reacionário serve de avanço”. Amaral sustentou que o fundamental é o progresso e que todos os eventos recentes são partes de um processo histórico. “As alianças são táticas, se não prejudicarem a minha estratégia, as alianças vêm”, sustentou.
Amaral, que tem uma proximidade histórica com o ex-presidente Lula, é visto como um dos principais empecilhos à possível aliança de Marina com Aécio. A ex-ministra sinalizou que estaria inclinada a apoiar o tucano, mas com base em programa e em uma tentativa de unir as forças da coligação, que reuniu PSB, Rede, PPS, PPL, PHS, PRP e PSL.
O presidente nacional do partido, que assumiu após a morte de Eduardo Campos, negociou internamente para conseguir se manter à frente da legenda a eleição interna será na próxima segunda-feira, dia 13. Amaral disse que sua prioridade é manter o partido unido. A executiva nacional do PSB reúne-se amanhã em Brasília para discutir a situação do segundo turno.