Política

Marina: “Quadrilha do PT atuou na Petrobras”

No Jornal da Record, candidata pediu investigação isenta sobre denúncias de propina na estatal

No Jornal da Record, candidata pediu investigação isenta sobre denúncias de propina na estatal
No Jornal da Record, candidata pediu investigação isenta sobre denúncias de propina na estatal Foto : Antonio Chahestian / Record / CP
A ex-senadora Marina Silva, candidata a presidente pelo PSB, refutou nesta segunda-feira ter “dois pesos e duas medidas” em seus posicionamentos sobre os escândalos envolvendo a Petrobras. Seu antecessor na disputa ao Planalto, Eduardo Campos (PSB) – falecido em 13 de agosto num desastre aéreo — foi citado como suspeito de envolvimento em casos de propina em contratos da estatal. A candidata foi a primeira entrevistada na série de sabatinas com presidenciáveis que será apresentada nas próximas edições do “Jornal da Record”, apresentado por Adriana Araújo e Celso Freitas. A candidata foi recebida na sede da emissora pelo presidente do Grupo Record, Luiz Claudio Costa.

Marina disse que houve uma quadrilha do Partido dos Trabalhadores na Petrobras. Sobre Campos, no entanto, amenizou o tom dizendo que “é uma citação sem fato determinado”. Além de negar o tratamento diferente para Dilma e Campos, ela resignou-se a dizer que espera “rigor nas investigações” e “isenção por parte da Polícia Federal e do Ministério Público”. Marina seguiu suas declarações em tom crítico contra a atual administração. “O atual governo levou o país a uma situação de grande dificuldade econômica. Vai entregar o Brasil com inflação acima da meta estipulada, juros altos e baixo crescimento”, disparou.

Questionada sobre as críticas que seu projeto recebe acerca da capacidade de governar sem base sólida no Congresso, Marina reafirmou que se recusará a fazer acordos e tentou explicar o que é “governar com a força das ruas”, expressão que tem sido usada em sua propaganda eleitoral. “Queremos governar com as boas pessoas de todos os partidos. Vamos fazer uma governabilidade programática e não pragmática de trocar espaços do Estado por apoio político. Na prática, é o que temos dito: não podemos desistir do Brasil”, desconversou, parafraseando o aliado falecido.

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