Salva das enxurradas das últimas denúncias no âmbito da operação Lava Jato, a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece como líder de segundo turno da eleição presidencial de 2018. Os dados são da pesquisa de intenção de voto do Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira.
Com um diferença de nove pontos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontado como líder no primeiro turno, perderia para Marina na segunda etapa. Já contra adversários do PSDB, o petista teria vantagem sobre nomes conhecidos da cena tucana: o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), o ministro das relações exteriores José Serra (PSDB) ou o senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Em duas simulações de primeiro turno, nas quais dos candidados do PSDB seriam Alckmin ou Serra, Marina obteria com folga o segundo posto. Caso o candidado fosse Aécio, a senadora teria 15% das intenções de voto contra 11% do congressista mineiro, situação que configura empate técnico.
Exaltado como herói nos protestos contra corrupção, o juíz federal Sérgio Moro, resposável pelos processos da Lava Jato em Curitiba (PR), chegaria a 11% das intenções de voto e empataria na segunda-posição com Marina caso se candidatasse. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) aparece em quarto lugar em todas as simulações, variando de seis a nove pontos. Ciro Gomes (PDT) aparece em seguida, com 5% a 6% das intenções.
Marina Silva nunca disputou segundo turno, tendo se candidatado duas vezes, em 2010 e em 2014, e ficado na terceira colocação em ambas as situações.
A ex- senadora foi mencionada sobre investigação de corrupção na Petrobras em junho. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Marina teve seu nome confirmado na delação do ex-preidente da empreiteira OAS, José Aldemário Pinheiro Filho. Pinheiro afirmou que representantes de Marina pediram a ele contribuição para o caixa dois da campanha presidencial de 2010 porque ela não queria aparecer associada a empreiteiras.
Marina nega o recebimento de recursos ilícitos. Mesmo que citada, a ex-senadora é a que mais sai ilesa das investigações que abalam o cenário político do país. Desde aquele mês, seu nome não foi citado em qualquer outra apuração.
Temer rejeitado
De acordo com a pesquisa, o presidente Michel Temer ganha a primeira colocação no quesito rejeição nas próximas eleições. O percentual de entrevistados que não votaria no peemedebista em nenhum cenário passou de 29% para 45%.
O presidente estaria em empate técnico com Lula, cuja taxa de rejeição é de 44%. A terceira colocação é de Aécio Neves, com 30%.
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