Política

Marinha afirma que nenhum tanque foi mobilizado para tentativa de golpe

Organização rechaça qualquer possibilidade de seus serviços serem utilizados contra os Poderes Constitucionais

Marinha emite pronunciamento
Marinha emite pronunciamento Foto : Geraldo Magela / Agência Senado / CP

A Marinha do Brasil emitiu uma nota nesta quarta-feira afirmando que nenhum tanque foi mobilizado nas ruas para a tentativa de um golpe de Estado. Além disso, a organização rechaça qualquer possibilidade de seus serviços serem utilizados com o objetivo de restringir o exercício dos Poderes Constitucionais.

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 36 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Somadas, as penas chegam a 28 anos de prisão. Um dos indiciados é o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos.

O relatório da PF agora está com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que poderá ou não oferecer uma denúncia. Além disso, há a possibilidade de novas diligências serem solicitadas pelo órgão.

Confira a nota da Marinha na íntegra:

“Em relação às matérias veiculadas na mídia que mencionam ‘tanques na rua prontos para o golpe’, a Marinha do Brasil (MB) afiança que em nenhum momento houve ordem, planejamento ou mobilização de veículos blindados para a execução de ações que tentassem abolir o Estado Democrático de Direito.

Sublinha-se que a constante prontidão dos meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais não foi e nem será desviada para servir a iniciativas que impeçam ou restrinjam o exercício dos Poderes Constitucionais.

A Marinha do Brasil, instituição nacional, permanente e regular, assegura que seus atos são pautados pela rigorosa observância da legislação, valores éticos e transparência. Ademais, a MB encontra-se à disposição dos órgãos competentes para prestar as informações que se fizerem necessárias para o inteiro esclarecimento dos fatos, reiterando o compromisso com a verdade e com a justiça”.

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