A corrida eleitoral para a prefeitura de Porto Alegre soma mais uma baixa e, agora, quem abre mão da disputa é o vereador Rodrigo Maroni, do Partido da República (PR). Entretanto, a ponderação do político é de que esta não foi uma decisão pessoal, mas resultado de uma pressão interna do novo comando da sigla o obrigando a tomar esta atitude. O deputado federal Giovani Cherini, que foi expulso do PDT, assume, nesta sexta-feira, a presidência estadual do PR. Ele é alvo de críticas por parte do vereador e apontado como o responsável por retirar uma candidatura que tinha como bandeira a defesa dos animais.
“Eu posso dizer que me senti pressionado, sobretudo, coagido para retirar minha candidatura e este foi o dia mais triste da minha vida. Venceu a política tradicional, do coronelismo e se Cherini queria sacrificar a candidatura dos animais nesta eleição é importante que saiba que conseguiu. O que veio com ele de Brasília foi esta política de balcão de negócios, tratando as eleições nos municípios como lojinhas individuais”, declarou.
Maroni ainda sustentou que retirou a candidatura para dar fim a um combate que estava sendo travado em relação ao tema, mesmo que tivesse todo o respaldo jurídico para participar do pleito. A mágoa do vereador faz com que, no momento, ele prefira não projetar seu futuro político. Por enquanto, Maroni não confirma nem se concorrerá à reeleição pelo partido.
Pelo menos três postulantes ao Paço Municipal, que antecipadamente se lançaram na disputa, já desistiram e mudaram o cenário eleitoral deste ano. O primeiro a comunicar oficialmente o abandono das eleições foi Onyx Lorenzoni, do DEM. O progressista Marcel Van Hatem também não vai participar do pleito, já que o PP ainda negocia aliança com partidos com candidaturas próprias.
Maroni desiste de disputar eleição para Prefeitura de Porto Alegre
Vereador do PR alegou ter sido coagido para sair da corrida eleitoral