Mauro Zacher negou à CPI que tenha cometido qualquer ato irregular durante a implantação do programa ProJovem na Capital, em 2005. O deputado ressaltou que todos os contratos firmados na sua gestão com fundações e empresas prestadoras de serviços tiveram o aval da assessoria jurídica da Secretaria e da Procuradoria-Geral do Município.
Durante a manhã, Juliana Brizola afirmou que um grupo foi responsável por uma espécie de loteamento dentro da Secretaria Municipal da Juventude antes de ela assumir a pasta. “Nove pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. Não é mais uma denúncia, nem uma investigação. Muitos desses têm um homicídio nas costas. E o que será dessa gente?”, falou na tribuna.
A criação da CPI foi autorizada em dezembro do ano passado. O objetivo é investigar a administração da Secretaria da Juventude no período de 2005 a 2010, nas gestões dos pedetistas Mauro Zacher e Juliana Brizola. Há suspeita de corrupção na contratação de entidades privadas para gerir o Programa ProJovem.
Os vereadores avaliam a ausência de licitação para a sonorização da Semana Municipal da Juventude do ano passado, além do repasse de R$ 530 mil à Associação dos Moradores da Vila Tronco-Neves para a coordenação do Projeto Quilombos da Juventude, entre outros itens.