Mayra deu ênfase a tratamento precoce no Amazonas, diz ex-secretário

Mayra deu ênfase a tratamento precoce no Amazonas, diz ex-secretário

Marcellus Campêlo presta depoimento à CPI da Covid nesta terça e relatou ação da representante do ministério em Manaus

R7

Marcellus Campelo depõe nesta terça na CPI da Covid

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O ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo afirmou nesta terça-feira, durante depoimento na CPI da Covid, que a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, enfatizou a adoção do tratamento precoce para contornar o avanço do novo coronavírus no Amazonas.

"Em 4 de janeiro, recebemos a secretária Mayra Pinheiro. Estivemos juntos com o governador e com a presença da imprensa. Vimos uma ênfase da doutora Mayra Pinheiro em relação ao tratamento precoce e relatando um novo sistema que poderia ser utilizado e que seria apresentado oportunamente, o TrateCov", afirmou.

Segundo o ex-secretário, ela apresentou teses científicas a respeito desse tema e recomendou a adoção do tratamento precoce na atenção primária. Já o TrateCov foi lançado dias depois, sendo um aplicativo que iria orientar médicos na prescrição de remédios como a cloroquina, usada para tratar malária é considerada ineficiente no combate à infecção por Covid-19 por grande parte da comunidade científica internacional. O aplicativo rendeu polêmica e críticas ao governo e, dias após o lançamento, deixou de operar.

A indicação de tratamento precoce é um dos principais pontos apurados pela CPI da Covid. Os senadores querem avaliar possível responsabilização de autoridades pela indicação desse tipo de tratamento em detrimento de outras medidas, como o apoio ao isolamento social.

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Mayra Pinheiro já prestou depoimento à CPI e informou que, na ocasião de sua viagem ao Amazonas, ainda não havia sido informada do risco iminente de falta de oxigênio no estado. O fato foi comunicado em 7 de janeiro ao então ministro Eduardo Pazuello, segundo Campêlo. A informação é diferente da passada por Pazuello também à CPI - ele afirmou ter sido comunicado apenas no dia 10.

Colapso

No dia 14 daquele mês, o sistema de saúde do Amazonas entrou em colapso, aumentando de forma exponencial o número de mortes. Médicos passaram a escolher pacientes que receberiam oxigênio e vários pacientes foram transferidos às pressas para outros estados. Nos cinco dias anteriores à falta de oxigênio, o Amazonas havia registrado 500 mortes por Covid-19. Entre os dias 14 e 18, entretanto, o número saltou para 706 óbitos. 


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