Política

Meirelles diz que acordo de recuperação fiscal com o RS está "em fase preliminar"

Ministro relatou que condições necessárias para adesão ainda estão sendo discutidas

Ministro relatou que condições necessárias para adesão ainda estão sendo discutidas
Ministro relatou que condições necessárias para adesão ainda estão sendo discutidas Foto : José Cruz / Agência Brasil / CP
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que as negociações do governo federal para fechar um acordo de recuperação fiscal com o estado do Rio Grande do Sul estão em fase preliminar. Segundo o ministro, as condições necessárias para adesão ainda estão sendo discutidas pelas duas partes. O ministro participou no início da noite de uma audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio, relator de processos sobre dívidas do estado com a União e que também deve julgar a validade do acordo.

O Rio Grande do Sul tenta fechar um acordo financeiro para receber recursos da União, contrato semelhante ao feito com o Rio de Janeiro, e tentar superar a crise fiscal. O governador gaúcho, José Ivo Sartori, enfatizou a importância de chegar a um acerto, inclusive pediu esforço de todos para isso. "É a hora de trabalharmos juntos para que a negociação do Regime de Recuperação Fiscal com o governo federal ocorra da forma mais ampla possível para chegarmos ao equilíbrio", frisou.

Segundo Meirelles, ainda não foi discutido se o governo local deve fazer mais privatizações como garantia no acordo e se a venda de ações do Banrisul, banco estatal vai ser suficiente (ou até mesmo utilizada) para fechar a recuperação. “No caso do Rio de Janeiro, foi necessário a privatização da Cedae (companhia de água). Normalmente, quando o estado chega nessa situação, é usual que seja necessária a privatização, mas não chegamos ainda no ponto da apresentação do plano, porque estamos discutindo as condições necessárias para adesão do estado ao plano”, disse.

No início do mês, o governo do Rio Grande do Sul anunciou a venda de 49% das ações ordinárias (com direito a voto) do Banrisul, mas informou a intenção de usar o dinheiro decorrente do negócio, previsto para ser efetivado até o fim do ano, em pagamento de servidores, que enfrentaram 22 parcelamentos de salário na gestão atual.

O pacote de ajuste fiscal gaúcho assinado com a União prevê, além de privatizações, o corte de gastos, o aumento das alíquotas do Imposto Sobre Circulação de Mercadoria (ICMS), o congelamento de reajuste salarial do funcionalismo e o impedimento para contratação de pessoal.