Política

Meirelles não vê "diferença" em adiamento de votação da reforma da Previdência

Rodrigo Maia disse que se não for possível a votação no dia 8 de maio, poderá ocorrer no dia 15 do mesmo mês

O ministro da Fazenda ressaltou que a proposta da reforma da Previdência Social "está bem encaminhada"
O ministro da Fazenda ressaltou que a proposta da reforma da Previdência Social "está bem encaminhada" Foto : Gustavo Raniere / MF / CP
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que "não serão uma ou duas semanas que farão diferença para a aprovação da reforma da Previdência", pelo Congresso, pois o "importante é que seja aprovada." O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse nesta sexta-feira, em Foz do Iguaçu, que se não for possível a votação no plenário da Casa no dia 8 de maio, poderá ocorrer no dia 15 de maio.

O ministro da Fazenda ressaltou que a proposta da reforma da Previdência Social "está bem encaminhada" no Congresso, onde espera que será aprovada até o final de junho. Contudo, Meirelles manifestou em Washington que, caso ocorra algum adiamento e fosse aceita de forma definitiva pelos parlamentares em agosto, não seriam gerados problemas para a correção das contas públicas no longo prazo. Para ele, no entanto, o impacto maior poderia ocorrer sobre expectativas de investidores, com efeito em preços de ativos financeiros.

Mais cedo, Maia admitiu passar a votação prevista inicialmente para o dia 8 de maio para o dia 15, em meio à forte resistência do Congresso ao texto. O presidente da Casa assumiu que o governo não tem votos suficientes para garantir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, mas disse que não se trata de um adiamento, mas um “aprofundamento na articulação” para melhor compreensão do texto entregue nesta semana pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

“Não haverá adiamento, haverá articulação. E a votação quando estivermos a clareza da vitória. Essa não é uma matéria qualquer, que a gente pode perder no mérito. É uma matéria que é o coração do Brasil”, disse o presidente da Casa.

Para Maia, há na cabeça dos deputados e da população uma “contaminação” do texto original. "Houve a interpretação equivocada de que os pobres estavam prejudicados neste debar, e não estavam porque a vinculação do salário minimo nunca saiu."

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), responsável pela articulação do Planalto no Congresso, há necessidade de uma discussão mais aprofundada do texto. “É preciso uma maturar melhor a discussão de um texto complexo que foi entregue nesta semana", disse, sem admitir que houve um adiamento da votação.