O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que "não serão uma ou duas semanas que farão diferença para a aprovação da reforma da Previdência", pelo Congresso, pois o "importante é que seja aprovada." O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse nesta sexta-feira, em Foz do Iguaçu, que se não for possível a votação no plenário da Casa no dia 8 de maio, poderá ocorrer no dia 15 de maio.
O ministro da Fazenda ressaltou que a proposta da reforma da Previdência Social "está bem encaminhada" no Congresso, onde espera que será aprovada até o final de junho. Contudo, Meirelles manifestou em Washington que, caso ocorra algum adiamento e fosse aceita de forma definitiva pelos parlamentares em agosto, não seriam gerados problemas para a correção das contas públicas no longo prazo. Para ele, no entanto, o impacto maior poderia ocorrer sobre expectativas de investidores, com efeito em preços de ativos financeiros.
Mais cedo, Maia admitiu passar a votação prevista inicialmente para o dia 8 de maio para o dia 15, em meio à forte resistência do Congresso ao texto. O presidente da Casa assumiu que o governo não tem votos suficientes para garantir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, mas disse que não se trata de um adiamento, mas um “aprofundamento na articulação” para melhor compreensão do texto entregue nesta semana pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA).
“Não haverá adiamento, haverá articulação. E a votação quando estivermos a clareza da vitória. Essa não é uma matéria qualquer, que a gente pode perder no mérito. É uma matéria que é o coração do Brasil”, disse o presidente da Casa.
Para Maia, há na cabeça dos deputados e da população uma “contaminação” do texto original. "Houve a interpretação equivocada de que os pobres estavam prejudicados neste debar, e não estavam porque a vinculação do salário minimo nunca saiu."
O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), responsável pela articulação do Planalto no Congresso, há necessidade de uma discussão mais aprofundada do texto. “É preciso uma maturar melhor a discussão de um texto complexo que foi entregue nesta semana", disse, sem admitir que houve um adiamento da votação.
Meirelles não vê "diferença" em adiamento de votação da reforma da Previdência
Rodrigo Maia disse que se não for possível a votação no dia 8 de maio, poderá ocorrer no dia 15 do mesmo mês